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Monday, October 7, 2024

[ Pinóquio aquém véu ]


 

O espírito que habitava o pequeno corpo de madeira, sonhava sentir o calor de pele ao pousar o rosto sobre o seu próprio braço, quando deitado. Sonhava com a maciez muscular do antebraço a amparar o seu descanso. A confortável suavidade quente de uma perna sobre a outra, ao repousar na cama.

Sonhava ainda com a retribuição do calor corporal nos abraços recebidos.

Com a capacidade de acolher outro corpo nesse abraço, sem o magoar, nem provocar a retracção ao toque frio da madeira polida e encerada.

Sonhava ser aceite como igual, e que a sua natureza, sobre a qual ele nada podia, não fosse por si só factor de exclusão ou repulsa.

Por mais que tudo isto fosse desejado, e no silêncio da noite repetidamente sussurrado em orações profundamente sentidas, a satisfação de tal pedido não lhe era concedida… Noite, após noite, após noite…

Agora, mal Pinóquio sonhava que toda essa contrariedade tinha sido por si desenhada  além véu, antes… no planeamento geral da sua vinda, aquando da definição das etapas a percorrer e das aprendizagens a incorporar.

Duro é o caminho na cegueira de aquém véu.


Esta ilustração foi inicialmente concebida enquanto proposta, para o manual do 10° ano, de filosofia, da Porto editora, dando depois lugar a uma outra versão definitiva.

Tenho por ela um carinho especial. 

Muita força para ti Pinóquio…

Wednesday, September 25, 2024

[ As silenciosas masmorras têxteis andantes das mulheres Afegãs ]


 

generativePROMPT:

Gerar uma imagem que ilustre o mais recente manifesto de respeito e defesa da dignidade, por parte da facção Taliban do Afeganistão moderno, dirigida às suas adoradas mães e avós, queridas irmãs e primas, veneradas noivas e esposas, amadas filhas e netas… e restantes mulheres afegãs.

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Há um mês que nas masmorras têxteis andantes do Afeganistão, as, por decreto de nascimento eternamente aprisionadas mulheres, vivem também a imposição do silêncio.

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shhhhhhhhhhh…


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Anteontem, 23 de Setembro de 2024, publiquei na minha conta de Instagram esta ilustração, como parte de uma animação evocativa da calamidade que assola a condição feminina no Afeganistão.

Nesse mesmo dia, a fantástica atriz Merryl Streep, discursou sobre este tema nas Nações Unidas, num evento paralelo à Assembleia-Geral da ONU.

Esse discurso chegou ontem às redacções e noticiários, e referências ao mesmo estão hoje em alguns jornais nacionais.

As suas acutilantes referências promovem a reflexão sobre esta realidade e ajudam a interiorizar a dimensão do drama.

Acontece no lado mais escuro das sociedades humanas presentes neste planeta no ano de 2024, e não parece que essa realidade vá mudar tão cedo.



Abaixo reproduzo um excerto da notícia presente na edição online de hoje, do jornal Público, seguida do link para a notícia.



“Um esquilo tem mais direitos do que uma rapariga no Afeganistão”, acusa Meryl Streep


“Actualmente, em Cabul, uma gata doméstica tem mais liberdade do que uma mulher. Uma gata pode sentar-se no alpendre da sua casa e sentir o sol na cara. Ela pode perseguir um esquilo no parque. Um esquilo tem mais direitos do que uma rapariga no Afeganistão de hoje, porque os parques públicos foram fechados às mulheres e às raparigas”, declarou Streep.

“Um pássaro pode cantar em Cabul, mas uma rapariga não pode e uma mulher não pode cantar em público. Isto é extraordinário”, afirmou, desafiando os líderes globais à acção: “A comunidade internacional, como um todo, se se unisse, poderia efectuar uma mudança no Afeganistão e parar a lenta asfixia de... metade da população.”


https://www.publico.pt/2024/09/25/impar/noticia/esquilo-direitos-rapariga-afeganistao-acusa-meryl-streep-2105402

Friday, August 9, 2024

[ AI art, ou… O vazio emocional a montante]

 





O primeiro Tote Bag estampado da Maria Cidrão Delicatessen exibe uma couve lombarda na sua face exterior.

Por baixo, encontra-se um bloco de referências gráficas textuais que agrupa o logótipo da Maria Cidrão Deli, o meu nome (autor do boneco), e, a marca "no AI – Only human generated content".


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Como já referi neste blog, acredito que num futuro próximo (o qual se aproxima a um ritmo para todos surpreendente), o manifesto claro referente à componente de geração humana de conteúdos, fará todo o sentido, e tornar-se-á uma realidade generalizada, nos objectos de comunicação em que tal se verifique. Equiparei-o anteriormente à distinção dos alimentos biológicos dos restantes alimentos, através da presença da simbologia gráfica que conhecemos.

Este manifesto ocorrerá, creio, por parte das várias entidades promotoras da geração dos conteúdos em causa, quer sejam os agentes geradores propriamente ditos (artistas visuais, escritores, jornalistas, músicos, etc.), quer sejam os promotores da encomenda (editoras, jornais, revistas, etc.).

Acredito que tal ocorrerá, enquanto afirmação do valor acrescentado que a produção humana de arte virá a representar, relativamente aos objectos de comunicação, ou obras, a que esse manifesto se venha a referir.

Mas que valor é esse?

Tenho bebido visualmente gigabites de imagens geradas por AI, e… que espectáculo deslumbrante.

Que eficaz sedução visual… Só que nessa sedução, ao contrário do que acontece do lado de cá (o lado dos seduzidos), do outro lado deste flirt contemplativo (o lado do sedutor), não existe nenhum coração emotivo.


*


Enquanto criador de ilustrações, tenho a sorte de, ao longo deste percurso de vários anos, ter em alguns momentos, vivido a experiência de algumas pessoas me manifestarem o seu profundo agrado, gerado pela observação deste ou daquele trabalho que me tem por autor.

Essa manifestação deixa-me feliz, e, eu expresso isso mesmo à pessoa em causa. É sempre essa a minha resposta. Em alguns casos acrescento ainda a seguinte ideia – a de que fico muito contente por saber que algo por mim criado, com tanto significado para a minha pessoa, faz também sentido para mais alguém.

Neste processo, eu, enquanto criador, desenvolvo o meu trabalho em torno de uma construção conceptual, a qual assume posteriormente uma forma, forma essa que é simultaneamente veículo para o conceito original e, eventualmente percutor para a deflagração de novos conceitos e emoções na leitura do fruidor.

Há nesta experiência uma noção implícita de partilha através da obra, de envolvimento conceptual e emocional, entre os vários agentes intervenientes, partilha essa que, por vezes, transcende a descodificação do próprio conteúdo conceptual (o qual pode ser lido diferentemente pelas partes).

O visualmente deslumbrante conteúdo emanado de bits e bytes, estruturantes de algumas imagens geradas por AI,  está embebido de características formais que admiro, as quais, em muitos casos, poderiam até facilmente constar da lista de aspectos que eu ambicionaria ver associados a alguns dos meus trabalhos – modelação da luz, tratamento cromático, perspectiva, trabalho figurativo/representativo, tratamento da cor, ou até a aparente estrutura conceptual sugerida pelo todo…

Mas, a montante da experiência de fruição não há, nem nunca haverá… emoções… A experiência de fruição encontrar-se-á sempre amputada da componente da partilha emotiva resultante do encontro na experiência geradora de significados.

Esse património emotivo acumulado, que nos faz encarar com uma expectativa emocional positiva, a possibilidade de conhecer um determinado artista ou autor de trabalho que nos "agrada" (expectativa essa que nos leva por exemplo a uma sessão de autógrafos de um livro, disco etc. ou a uma inauguração de uma exposição), no caso dos conteúdos artísticos gerados por IA apresenta um problema.

Do outro lado, estará sempre uma entidade criativa esvaída de alma, um vazio que despacha obras a uma velocidade estonteante… visuais, sonoras, tácteis… a partir de operações de processamento electrónico, originadas por processos totalmente analíticos, de estudo, aprendizagem, dissecção e composição, desenvolvidos com foco na satisfação de um objectivo prático, desligado de toda e qualquer poética, e muito… muito manipulador dos seus humanos espectadores. A comoção criativa, em todo este processo, é inferior à de quem calcula raízes quadradas, ou resolve equações de segundo grau. A sua comoção é a da nulidade matemática…  zero.

Essa entidade é gelidamente exímia na desconstrução e análise dos factores que tornam admirável, uma criação admirável. Com base nessa dissecção predatória de linguagens humanas pré-existentes (a qual tem originado a instauração de vários processos judiciais em vários países), identifica ingredientes formais e elabora novas receitas compositivas. O seu objectivo, na criação de novas conjugações, é o da materialização maquinal de um enunciado (prompt), sendo ela (entidade criadora) totalmente imune aos recursos encantatórios que utiliza. Gera algo cujo sentido emocional é totalmente incapaz de abarcar. Ela (entidade criadora) é incapaz de… sentir.

Na "arte" gerada por AI a construção emocional é sempre total e exclusivamente um fenómeno limitado ao observador. 

Quão solitário é esse cenário…

Haverá quem viva bem numa existência em que a fruição tem estas caraterísticas?… certamente que sim. Quem, indo eventualmente a um qualquer tipo de museu, percorre os seus "corredores" apenas vendo, e não, contemplando… sem nunca sentir o apelo de vislumbrar o espírito que habita as obras que “lhe causam agrado”.

Há dias, contemplando a três metros de distância, o retrato de Filipe IV pintado por Diego Velázquez, dei comigo a pensar em quão diferente seria aquela experiência de fruição, caso aquele quadro tivesse sido produzido maquinalmente pelos desígnios computacionais de AI… Proponho esse exercício mental perante uma qualquer obra admirável, a todos os que analisam a questão da transferência criativa da humanidade para a AI.

A verdade é que boa parte do fascínio exercido em nós pelas obras de arte, resulta também de aspectos humanos externos à obra em si, e referentes ao autor da mesma. Boa parte desse fascínio resulta das características do contexto vivencial do artista na materialização da obra.

Factores como por exemplo: o contexto social da criação, os recursos materiais e técnicos disponíveis para aquela pessoa, o nível de formação do artista, ou, por oposição, e de forma ainda mais relevante, o seu carácter autodidata e a ausência dessa tal formação artística.

Na relevância desse contexto, cada recurso técnico que intervêm em auxílio do artista, retira um patamar de valor à obra. À semelhança do sucedido  num número de circo, cada dificuldade ou obstáculo que acresce à tarefa do artista elevará o estatuto da obra a um novo patamar. A produção de arte através de ferramentas de AI corresponde ao esvaziamento total desse contexto.

No universo da AI, a envolvente da obra… resume-se ao modelo do processador, à versão do software gerador, e, eventualmente, às características semânticas do “prompt” primordial.


*


Este novo formato de relação das pessoas com as obras é evidentemente possível. 

Este novo formato de relação das pessoas com as obras poderá generalizar-se, e tornar-se mesmo, predominante. 

Acredito que em algumas vertentes artísticas assim acontecerá. Tornar-se-á absoluto.

Nessas áreas operativas desaparecerão os artistas. Ficarão as obras… estas… filhas de bits e bytes sem comoção. 

A emoção será depois conferida pelo utilizador… na “utilização” dos objectos artísticos. 

O entrosamento emotivo ocorrerá apenas a jusante.

Esta realidade terá aspectos encarados como muito positivos, claro. Serão essas vantagens que vão eventualmente consolidar esta realidade.

O acesso a imagens ilustrativas, vídeos e alinhamentos sonoros passará a estar disponível para todos os desprovidos de talentos criativos nessas áreas. 

Na perspectiva do utilizador final, esse facto representará um progresso imenso.

Para o indivíduo, toda essa disponibilidade custará zero, ou, terá um custo muito baixo. Interrogo-me no entanto sobre o valor da factura a pagar pelo colectivo… O que vamos nós perder enquanto espécie?

Não deixa de ser curioso que a produção artística, constituindo-se nas paredes cavernais da pré-história, como um dos aspectos que primeiro diferenciam a nossa espécie do resto da criação terrestre, se encontre agora, em resultado da evolução tecnológica dessa mesma espécie (a nossa), perante este dilema existencial. 

Teremos nós esgotado o potencial da arte enquanto recurso definidor da nossa espécie?



Friday, June 21, 2024

[ ABOUT Magazine nr. 9 _ Aventura ]

 


Estou muito grato à About Magazine pelo seu interesse no meu trabalho. 

A edição nr. 9 desta revista trimestral foi lançada a 17 de Junho, com o tema AVENTURA.

Este número dedica, muito generosamente, algumas páginas às minhas ilustrações… também elas pequenas aventuras de tinta preta sobre papel.

Os meus bonecos aparecem assim alinhados entre belíssimos textos e fotos, que nos transportam para universos tão abrangentes como a modernidade metropolitana das cidades mais cosmopolitas, ou, a beleza melancólica de construções fotográficas equiparáveis a quadros renascentistas. Entre um extremo e o outro, a paisagem é fantástica.

Muchas gracias ABOUT Mag ; )






Friday, May 10, 2024

[ Eça e a Verdade ]


 

As deambulações regulares de um jovem estudante da Faculdade de Belas Artes na baixa Lisboeta, incluíam passagens regulares na rua do Alecrim – ora subindo para o chiado, ora descendo para a ribeira, ora em passo apressado para as aulas, ora vagueando preguiçosamente para passar tempo.

Como Ricardo Reis, fui eu também, muito frequentemente, retido pela beleza magnética do conjunto escultórico de Eça e a Verdade…

…e ali fiquei… admirando repetidamente.

Wednesday, January 31, 2024

[ Sísifo ]


POST SOUNDTRACK

Bird’s Teardrops || Estas Tonne feat. Peia || Ashland, Oregon 2018

 

Carregar uma carga pesadíssima, encosta acima. 
Querer desistir, e não poder. 
Ter como única opção, continuar… mesmo que, no horizonte do tempo se perspective apenas a exaustão, e a provável falência física do organismo. 
A história de Sísifo é essa, sendo que, a cada vez que o topo é alcançado, novamente a carga cede ao chamamento gritante da gravidade, e rola, encosta abaixo. Nada menos que uma tragédia para  um carregador já esgotado.
A ideia do recomeço do esforço previamente condenado ao fracasso, da repetição do ciclo, é devastadora.
Na história da humanidade, a repetição de avanços e recuos parece ser uma constante.
A sucessão de eventos bélicos configura uma onda de ciclo curto, à qual parecemos não conseguir fugir. 
Não passamos muito tempo sem as malditas guerras.
Quando parece que, enquanto espécie, encerrámos esse capítulo e estamos finalmente em ascensão a um novo patamar verdadeiramente civilizado, a carga que transportávamos encosta acima, cede também ao chamamento gritante da gravidade. 
Cá vamos, novamente…
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Interrogo-me se não haverá também uma onda de ciclo longo… MUITO longo… 
Essa onda teria potencial para fazer desaparecer totalmente da face do planeta, a nossa memória civilizacional.
Não digo que nesse dilúvio, fosse eliminada a totalidade da nossa espécie. Apenas a memória colectiva do estado evolutivo máximo a que chegámos em cada inflexão da vaga.
Recomeçaríamos novamente, evoluindo do zero, Homens e Mulheres Sapiens, criando o fogo a partir da fricção de paus, MAS… rodeados de magníficos monumentos, herdados de um passado que não conseguíamos caracterizar, e inexplicáveis pelo nosso percurso conhecido.
Por mais uns milénios… empurrando a carga, nova e penosamente, encosta acima.
Como terá corrido a subida anterior? Teremos “também” falhado na solução para o colapso climático? Teremos “também” falhado na contenção e reversão da auto-infligida ameaça nuclear?


Friday, January 26, 2024

[ Leguminarium #3 ]


 

A COUVE

Na publicação deste blog relativa ao início da colecção a que chamei Leguminarium, a qual estou a desenvolver para a Maria Cidrão Delicatessen, caracterizei o carácter primordial da relação entre referentes orgânicos vegetais e o meu despertar para as potencialidades do desenho artístico.
Nesse texto referi a relevância dos trabalhos que fiz em torno das folhas e nervuras de uma couve portuguesa, na cadeira de DESENHO I, em Belas Artes.
O fascínio visual inspirado por essas formas permanece, e o contentamento com o resultado desses trabalhos iniciais trouxe-me por muito tempo com vontade de regressar ao tema, e de retomar a a exploração das suas possibilidades.
Na visita ao espaço museológico da Sagrada Família, em Barcelona, fiquei maravilhado com a maquete invertida que Antony Gaudi fez do seu projecto da futura catedral, na qual estudava e testava a geometria das linhas de força através de uma intrincada teia de pesos suspensos por cordéis.
No meu referente verde, talos e nervuras desta obra orgânica, são como essa teia de cordéis distribuidores das forças. As curvas e contracurvas das vilosidades das folhas, são como as cúpulas e abóbadas estruturantes na sustentação do peso, resultante do comprimento dos enormes planos de tectos/folhas-verdes.
Os requisitos estruturais destas dinâmicas de forças, dão origem a um desenho carregado de proeminências e depressões formais, repleto de sombras e cavidades obscurecidas.
Tudo isto originou então (na colecção da couve portuguesa), e origina agora (nesta couve lombarda), representações repletas de jogos de luz sombra, que se me afiguram, só por si, visualmente muito ricas.
Da minha estadia em Belas Artes até à actualidade, a experimentação com o uso da cor levou-me a eleger a utilização da cor digital, com a sua, para mim fascinante, total homogeneidade, como recurso cromático exclusivo.
A actual colecção encontra-se embebida nessa conjugação – desenho de alto contraste a preto sobre papel branco, com cor digital adicionada. A linguagem que uso para as minhas ilustrações.
A minha catedral de bio engenharia orgânica é então avivada com a aplicação de mantos cromáticos homogéneos, divididos em territórios bem delimitados de nuances autónomas de verde, nos quais sombras e brilhos aprofundam e afloram formas elaboradas.
A totalidade dos trabalhos estará visível no meu blog geminado, aqui ao lado (prazeressaias.blogspot.com), dedicado ao trabalho de desenho-como-um-fim, com informação de medidas, e noção de escala.
Para a divulgação deste trabalho em algumas plataformas, criei uma animação.
Dediquei-me novamente à composição de uma faixa musical para essa animação, e mais uma vez constato que essa fase do processo produz em mim o mesmo entusiasmo que encontro na composição do desenho.
Satisfação dupla e gratidão múltipla.
E agora… é hora de fazer a sopa.