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Thursday, August 20, 2015

[ Lisboa – Évora nas férias da Páscoa ]


Esta moça está sentada simultaneamente… num daqueles monolíticos bancos de cidade, de desenho minimalista, cor clara e toque frio, de costas para uma pequena praça, na qual circula gente apressada e atenta a tudo e a nada ao mesmo tempo… e num daqueles bancos de tábuas verdes e pés pretos aludindo a magros troncos retorcidos, de aldeia, com formas arredondadas e toque quente do sol, de costas para um pequeno largo, nos limites do qual duas comadres vão trocando, através de um janela, considerações sobre a forma como a senhora da padaria tem vindo a emagrecer a olhos vistos desde que o seu velho gato morreu. 
A moça, ao telefone, comunica entre estes dois mundos e separa-os fisicamente na ilustração. Permite tê-los lado a lado sem se guerrearem.
De um lado há ninhos de andorinhas nos recantos dos telhados… do outro apenas "cocó" de pombo nos semáforos cinzentos.

Thursday, July 16, 2015

[ Egoísta 55 _ 15 anos ]


A Egoísta nr 55 já anda por aí.
Esta edição comemora os 15 anos da revista, bem como os 70 prémios que já nos foram atribuídos, em várias vertentes do projecto (design, editorial, ilustração, projecto global…).
Em cima à esquerda está o logo que fiz para comemorar estes 15 anos, e que aparecerá nas edições de 2015 da revista.
A minha primeira ilustração com recurso a desenho sobre papel, e cor digital, técnica pela qual tenho desenvolvido a maior parte do meu percurso enquanto ilustrador, foi feita para o nr 5, cujo tema era "saudade". O texto, da autoria de Agustina Bessa-Luís, chamava-se "Artur Leite, pai de uma menina". Janeiro de 2001.
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Esta edição recupera, para um texto da Patrícia Reis (editora da revista), uma ilustração minha, anteriormente feita para o livro "Antes de ser feliz", também da autoria de Patrícia Reis.

Sunday, May 17, 2015

[ Liberdade #4 ]

Mongólia, 16 de Junho, 14:49

Tuesday, April 7, 2015

Wednesday, March 25, 2015

[ Sana Evolution Saldanha . Lisboa #3 ]




… + dois pormenores da parede grande do Evolution Saldanha.
Na primeira imagem é possível ver a segunda mudança do plano da parede, mudança essa que é acompanhada por nova alteração da perspectiva (repare-se como o passeio desenhado deixa de estar paralelo ao chão real, começando agora a divergir do mesmo). Esta articulação de perspectivas diferentes com os vários planos estruturais permitiu-me aumentar o dinamismo da composição.

[ click sobre a imagem para aumentar ]

Friday, March 13, 2015

[ Sana Evolution Saldanha . Lisboa #2 ]

 

Ilustrar a parede grande do Sana Evolution Saldanha foi um grande desafio… Um desafio com 13,6 metros de comprimento, para ser exacto.
Como já referi neste blog, a noção exacta das implicações técnicas associadas à materialização do trabalho de ilustração é fulcral, na medida em que condiciona de forma decisiva a qualidade do trabalho final. A nossa melhor ilustração, se mal reproduzida, ou se construída de forma desadequada aos meios utilizados para a a sua reprodução, resultará, quase certamente, num completo desastre.
Neste trabalho o problema esmagador consistia na dimensão. A parede a preencher estendia-se ao longo de 3 planos que totalizavam os referidos 13,6 metros. Para agravar um pouco o panorama, existem ainda duas esquinas dobrando a superfície em ângulos de 90º.
O patamar de qualidade de reprodução que defini, excluía, obviamente, a existência de qualquer indício de pixel no traçado impresso. Assim, logo à partida, a dimensão do ficheiro seria esmagadora. A possibilidade de trabalhar em faixas verticais não era especialmente animadora devido à complexidade de traçado. As probabilidades de ocorrerem desacertos seriam enormes e faziam antever uma sequência grande de horas de desespero a resolver os problemas daí resultantes.
Por fim, a representação proposta incorporava mudanças compositivas coincidentes com as esquinas da parede. As diferentes abordagens perspécticas deveriam coincidir rigorosamente com as mudanças de plano construtivo.
Acabei por optar pela geração de um ficheiro único em que todos estes aspectos seriam mais fáceis de controlar.
Por outro lado, devido a uma capacidade limitada de digitalização sem interpolação e pela relação deste aspecto com o tamanho da parede, o original a desenhar tinha necessariamente que ter uma dimensão generosa. Esta decisão foi também importante para conseguir que o traçado, ao ser ampliado não ficasse demasiado grosso. A utilização de uma caneta ultra fina também viría a judar.