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Friday, September 16, 2016

[ Train Sketching 16.09.2016 ]



Desta vez foi por pouco. Ia sendo apanhado… O ângulo não ajudava. Estava no enfiamento do olhar do pacato cidadão. Foram várias as vezes que levantou os olhos na minha direcção. Quando tal acontece só me resta desviar rapidamente o olhar para uma zona perto da vítima e encetar o drible de evasão, que consiste em voltar a olhar para o caderno, desenhando, e voltar novamente ao tal ponto perto da vítima… Esta manobra cria a ilusão de que estou a desenhar algo na envolvente do visado.
Assim que ele baixa a guarda, volto ao ataque. É um jogo de persistência.
… E se for realmente descoberto… o que fazer?
Esse dia acabará por chegar. Espero sobreviver para relatar o sucedido…  ter tempo de, veloz, vir aqui resumir tudo num diferido quase directo.

Tuesday, August 30, 2016

[ Train Sketching 30.08.2016 ]



As regras são simples…
São aliás do conhecimento geral…
Trata-se de apanhar pessoas desprevenidas e desenhá-las à traição. Assim… sem misericórdia.
As pobres vítimas vão serenas, geralmente a dormitar, ou a ler. Não se apercebem sequer de que estão a ser observadas… que lhes estão a registar as suas características. Quando dão por isso já é tarde. Já estão presas num caderno fechado e enfiadas numa mochila. Nada a fazer. A maior parte delas nem dá por nada.
O atacante, com a sua caneta, tem práctica. Sabe que não deve escolher por vítimas moças formosas, senhoras sózinhas… mais habituadas a intuir e detectar os constantes olhares furtivos.
Sabe que deve sim escolher cidadãos mais desgastados pela experiência exaustiva da vida, … corpos conformados com a ideia de ninguém olhar para eles. Esses constituem as melhores presas. Nem sequer interagem com o ambiente envolvente. Vão totalmente encerrados em si mesmos e entorpecidos pelos seus pensamentos.
Toda a operação tem que ser rápida… o tempo de uma curta viagem de comboio. De regresso ao covil contempla-se as presas. Eventualmente investe-se um pouco na aplicação de cor dentro do mesmo registo… cobertura rápida com movimentos ligeiros…
1,2,3 e já está… Amanhã será outro dia.

Thursday, August 25, 2016

[ Egoísta Lisboa – Lisboa Nasceu agora mesmo ]



"Quando o corpo saiu junto do entulho não era mais do que isso. Apenas um corpo. Com a luminosidade excessiva, algo terrífico, o vulto adquiriu os contornos de uma mulher. Uma mulher grávida."  
Patrícia Reis

Já anda por aí a Egoísta Lisboa. Esta edição inclui um texto da Patrícia sobre uma Lisboa arruinada… lá para 3011.

Sunday, August 14, 2016

[ Portfólio _ Revista Cáritas ]

A última revista Cáritas traz um portfolio de ilustrações minhas.
Para o construir fui remexer no meu baú de originais (um disco externo de backup duplo), e das suas profundezas retirei um conjunto de imagens que seguiu para o layout da revista, numa estrutura de duplas páginas com uma ou duas imagens por dupla.
O director da publicação, Padre José Manuel Pereira de Almeida, amavelmente chamou também à capa, que aqui reproduzo, um dos meus desenhos…
Tratando-se da Cáritas, essa opção foi de uma adequação enorme.
Feita originalmente para a Egoísta Liberdade (JUL 2010), esta ilustração é a última vinheta de uma pequena bd, para a qual, além de fazer as ilustrações, escrevi também a estória.
Passada algures na mongólia, com início às 14:27 do dia 16 de Junho de um ano incerto, e cujo primeiro balão de fala diz o seguinte:

"… passaria por alcançar uma concepção estável da existência…
…um esquema geral que parecesse poder funcionar…"

…fica aqui o link.
Esta estória teve e continuará a ter desenvolvimentos pontuais no meu blog.
; ) obrigado pela visita

Friday, July 1, 2016

[ Lisbon International Advertisng Festival _ O Corvo ]

A propósito de corvos...
Em Setembro deste ano de 2016 vai decorrer em Lisboa a primeira edição do Lisbon International Advertising Festival, do qual a 004 é partner.
Estamos a fazer no atelier toda a identidade e comunicação do festival, e eu tenho a sorte de ter desenvolvido o projecto.
Todas as fases têm sido muito gratificantes… começando na concepção e desenho do logo, e tendo como ponto alto de realização criativa a concepção e desenho dos troféus a atribuir aos premiados.
A imagem que ilustra este texto mostra o Grand Prix. Dos quatro troféus existentes (Grand Prix, Ouro, Prata e Bronze) este é o que melhor materializa e incorpora a minha ideia original.
Esguio, negro, e embebido em serenidade contemplativa e introspectiva, o corvo olha ligeiramente para baixo, fechando-se nas suas asas... Ele vai decidir...
As estatuetas de aproximadamente 250 mm de altura foram desenvolvidas através de um processo artesanal característico da região de Alcobaça. São materializadas em faiança, cerâmica de barro branco da região de Leiria, com dupla cozedura a 1050 graus, complementadas com cortiça no interior da sua base, matéria-prima portuguesa de excelência. 
São peças com a chancela Byfly, produzidas pela António Rosa Cerâmicas.

Wednesday, June 15, 2016

[ Egoísta Traição # 4 _ A raposa e o corvo ]





A história do mundo também está cheia de vaidade…
… cheia também de esperteza…
: (