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Tuesday, April 7, 2015

Wednesday, March 25, 2015

[ Sana Evolution Saldanha . Lisboa #3 ]




… + dois pormenores da parede grande do Evolution Saldanha.
Na primeira imagem é possível ver a segunda mudança do plano da parede, mudança essa que é acompanhada por nova alteração da perspectiva (repare-se como o passeio desenhado deixa de estar paralelo ao chão real, começando agora a divergir do mesmo). Esta articulação de perspectivas diferentes com os vários planos estruturais permitiu-me aumentar o dinamismo da composição.

[ click sobre a imagem para aumentar ]

Friday, March 13, 2015

[ Sana Evolution Saldanha . Lisboa #2 ]

 

Ilustrar a parede grande do Sana Evolution Saldanha foi um grande desafio… Um desafio com 13,6 metros de comprimento, para ser exacto.
Como já referi neste blog, a noção exacta das implicações técnicas associadas à materialização do trabalho de ilustração é fulcral, na medida em que condiciona de forma decisiva a qualidade do trabalho final. A nossa melhor ilustração, se mal reproduzida, ou se construída de forma desadequada aos meios utilizados para a a sua reprodução, resultará, quase certamente, num completo desastre.
Neste trabalho o problema esmagador consistia na dimensão. A parede a preencher estendia-se ao longo de 3 planos que totalizavam os referidos 13,6 metros. Para agravar um pouco o panorama, existem ainda duas esquinas dobrando a superfície em ângulos de 90º.
O patamar de qualidade de reprodução que defini, excluía, obviamente, a existência de qualquer indício de pixel no traçado impresso. Assim, logo à partida, a dimensão do ficheiro seria esmagadora. A possibilidade de trabalhar em faixas verticais não era especialmente animadora devido à complexidade de traçado. As probabilidades de ocorrerem desacertos seriam enormes e faziam antever uma sequência grande de horas de desespero a resolver os problemas daí resultantes.
Por fim, a representação proposta incorporava mudanças compositivas coincidentes com as esquinas da parede. As diferentes abordagens perspécticas deveriam coincidir rigorosamente com as mudanças de plano construtivo.
Acabei por optar pela geração de um ficheiro único em que todos estes aspectos seriam mais fáceis de controlar.
Por outro lado, devido a uma capacidade limitada de digitalização sem interpolação e pela relação deste aspecto com o tamanho da parede, o original a desenhar tinha necessariamente que ter uma dimensão generosa. Esta decisão foi também importante para conseguir que o traçado, ao ser ampliado não ficasse demasiado grosso. A utilização de uma caneta ultra fina também viría a judar.

[ Sana Evolution Saldanha . Lisboa #1 Making of]



A ilustração da parede grande do Sana Evolution Saldanha levou-me a desenhar o meu maior original destinado a uma ilustração, destronando assim o skater para o PopUp Lisboa.
Nestes 1,9 metros de papel cabe muito traçado.
Foram várias horas consecutivas de trabalho, ao longo de alguns dias, e algumas canetas...
A antevisão de semelhente tarefa levou-me a procedimentos especiais, como por exemplo a limpeza a fundo do estirador, ritual habitualmente reservado aos preparativos para receber as folhas de grande formato dos desenhos como um fim, pertencentes a uma outra gaveta do arquivo.

Sunday, March 1, 2015

[ Alimentos Especiais na Diabetes _ Cereais ]


Arroz é o meu acompanhamento preferido. Consigo comê-lo repetidamente em refeições seguidas sem que surjam em mim quaisquer sinais de saturação gastronómica. Consigo inclusivamente, após um faustoso jantar no nosso indiano de eleição, que deixa qualquer pessoa no limite máximo da satisfação, ainda encontrar espaço para mais uma colher cheia de arroz basmati hiper aromático… só de arroz.
As várias formas de se confeccionar arroz, em associação com as suas diferentes variedades naturais ajudam a diversificar de refeição para refeição. Sabor, consistência e aroma vão sendo diferentes. Até alguns tipos de arroz "branco", cozidos apenas na dose certa de água, e com a quantidade certa de sal, podem ser maravilhosos… MAS este não é um blog de culinária, nem eu estou habilitado a fazê-lo.
Aqui deve falar-se de bonecada.
Conceber uma ilustração de arroz, crú, sem mais nenhum tipo de ingrediente… mais nenhum elemento visual que o acompanhe… foi inicialmente um desafio preocupante.
Admita-se que tão agradável alimento, se analisado pela visão em vez de pelo paladar, teimará em não revelar o seu explendor. Diria mesmo que deixa qualquer ilustrador apreensivo perante a tarefa que lhe é  pedida. No final valeu-me o facto de se tratar de arroz integral, possuidor de características um pouco mais diferenciadoras em relação à cor do papel de fundo sobre o qual tinha que desenhar.

Friday, January 30, 2015

[ O Anjo do Saldanha #5 ]



"[…] … O som da sirene das ambulâncias mexe comigo…altera-me… Sempre. Desde criança. Transporta-me automaticamente para um contexto de sofrimento ao qual não me é possível ficar indiferente. Com 11 ou 12 anos construí uma mnemónica que entoava mentalmente à passagem de cada um desses veículos de desespero, visando influir no destino da pessoa transportada, melhorando-o. Acreditava que fazia diferença. […]"

Sunday, January 18, 2015

[ O Anjo do Saldanha #4 ]



A chuva voltou. E não foi só ao Saldanha… Não cai apenas sobre o anjo.
Ontem foi noite de temporal. Além da chuva, houve ventos fortíssimos. O manto verde da Serra de Sintra está abundantemente salpicado de árvores caídas.
Há três semanas, num passeio por esta serra perdi-me. Ao pôr do sol estavam já (apenas) seis graus, e eu ainda andava com a roupa escolhida para as 14h00 de uma agradável tarde de sol, e ainda a uns bons 9 ou 10km do local em que havia deixado o carro. Valeu-me uma boleia de um caridoso vendedor de fruta, da estrada de Colares (já próximo da Azóia), o qual quando eu disse que estava "a pé" e onde tinha deixado o carro, recusou deixar-me retomar o caminho e fez questão de me levar na sua carrinha até ao referido local, serra adentro.
Obviamente que fiquei muito grato a este novo amigo. Hoje atravessei novamente a serra para lhe ir levar um modesto contributo para o seu jantar, sob a forma de uma garrafa de um tinto alentejano. Hoje, a dada altura, percorrendo um caminho florestal, vi-me obrigado a uma marcha-atrás de aproximadamente 1km depois de ver a progressão impossibilitada pela existência de três árvores caídas por efeito dominó, transversalmente à minha rota.
As árvores do Saldanha não cairam com este vendaval. O verdadeiro perigo são os carros.
Cuidado ao atravessar!!!