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Sunday, March 1, 2015

[ Alimentos Especiais na Diabetes _ Cereais ]


Arroz é o meu acompanhamento preferido. Consigo comê-lo repetidamente em refeições seguidas sem que surjam em mim quaisquer sinais de saturação gastronómica. Consigo inclusivamente, após um faustoso jantar no nosso indiano de eleição, que deixa qualquer pessoa no limite máximo da satisfação, ainda encontrar espaço para mais uma colher cheia de arroz basmati hiper aromático… só de arroz.
As várias formas de se confeccionar arroz, em associação com as suas diferentes variedades naturais ajudam a diversificar de refeição para refeição. Sabor, consistência e aroma vão sendo diferentes. Até alguns tipos de arroz "branco", cozidos apenas na dose certa de água, e com a quantidade certa de sal, podem ser maravilhosos… MAS este não é um blog de culinária, nem eu estou habilitado a fazê-lo.
Aqui deve falar-se de bonecada.
Conceber uma ilustração de arroz, crú, sem mais nenhum tipo de ingrediente… mais nenhum elemento visual que o acompanhe… foi inicialmente um desafio preocupante.
Admita-se que tão agradável alimento, se analisado pela visão em vez de pelo paladar, teimará em não revelar o seu explendor. Diria mesmo que deixa qualquer ilustrador apreensivo perante a tarefa que lhe é  pedida. No final valeu-me o facto de se tratar de arroz integral, possuidor de características um pouco mais diferenciadoras em relação à cor do papel de fundo sobre o qual tinha que desenhar.

Friday, January 30, 2015

[ O Anjo do Saldanha #5 ]



"[…] … O som da sirene das ambulâncias mexe comigo…altera-me… Sempre. Desde criança. Transporta-me automaticamente para um contexto de sofrimento ao qual não me é possível ficar indiferente. Com 11 ou 12 anos construí uma mnemónica que entoava mentalmente à passagem de cada um desses veículos de desespero, visando influir no destino da pessoa transportada, melhorando-o. Acreditava que fazia diferença. […]"

Sunday, January 18, 2015

[ O Anjo do Saldanha #4 ]



A chuva voltou. E não foi só ao Saldanha… Não cai apenas sobre o anjo.
Ontem foi noite de temporal. Além da chuva, houve ventos fortíssimos. O manto verde da Serra de Sintra está abundantemente salpicado de árvores caídas.
Há três semanas, num passeio por esta serra perdi-me. Ao pôr do sol estavam já (apenas) seis graus, e eu ainda andava com a roupa escolhida para as 14h00 de uma agradável tarde de sol, e ainda a uns bons 9 ou 10km do local em que havia deixado o carro. Valeu-me uma boleia de um caridoso vendedor de fruta, da estrada de Colares (já próximo da Azóia), o qual quando eu disse que estava "a pé" e onde tinha deixado o carro, recusou deixar-me retomar o caminho e fez questão de me levar na sua carrinha até ao referido local, serra adentro.
Obviamente que fiquei muito grato a este novo amigo. Hoje atravessei novamente a serra para lhe ir levar um modesto contributo para o seu jantar, sob a forma de uma garrafa de um tinto alentejano. Hoje, a dada altura, percorrendo um caminho florestal, vi-me obrigado a uma marcha-atrás de aproximadamente 1km depois de ver a progressão impossibilitada pela existência de três árvores caídas por efeito dominó, transversalmente à minha rota.
As árvores do Saldanha não cairam com este vendaval. O verdadeiro perigo são os carros.
Cuidado ao atravessar!!!

Wednesday, December 24, 2014